terça-feira, 30 de novembro de 2010

A FILOSOFIA E SEU OBJETIVO - fragmentos de Epicuro

Todo desejo incômodo e inquieto se dissolve no amor da verdadeira filosofia.
Nunca se protele o filosofar quando se é jovem, nem canse o fazê-lo quando se é velho, pois que ninguém é jamais pouco maduro nem demasiado maduro para conquistar a saúde da alma. E quem diz que a hora de filosofar ainda não chegou ou já passou assemelha-se ao que diz que ainda não chegou ou já passou a hora de ser feliz.
Deves servir à filosofia para que possas alcançar a verdadeira liberdade.
Assim como realmente a medicina em nada beneficia, se não liberta dos males do corpo, assim também sucede com a filosofia, se não liberta das paixões da alma.
Não pode afastar o temor que importa para aquilo a que damos maior importância quem não saiba qual é a natureza do universo e tenha a preocupação das fábulas míticas. Por isso não se podem gozar prazeres puros sem a ciência da natureza.
Antes de tudo, considerando a divindade incorruptível e bem-aventurada, não se lhe deve atribuir nada de incompatível com a imortalidade ou contrário à bem-aventurança.
Realmente não concordam com a bem-aventurança preocupações, cuidados, iras e benevolências.
O ser bem-aventurado e imortal não tem incômodos nem os produz aos outros, nem é possuído de iras ou de benevolências, pois é no fraco que se encontra qualquer coisa de natureza semelhante.
Habitua-te a pensar que a morte nada é para nós, visto que todo o mal e todo o bem se encontram na sensibilidade: e a morte é a privação da sensibilidade.
É insensato aquele que diz temer a morte, não porque ela o aflija quando sobrevier, mas porque o aflige o prevê-la: o que não nos perturba quando está presente inutilmente nos perturba também enquanto o esperamos.
O limite da magnitude dos prazeres é o afastamento de toda a dor. E onde há prazer, enquanto existe, não há dor de corpo ou de espírito, ou de ambos.
A dor do corpo não é de duração contínua, mas a dor aguda dura pouco tempo, e aquilo que apenas supera o prazer da carne não permanece nela muitos dias. E as grandes enfermidades têm, para o corpo, mais abundante o prazer do que a dor.
O essencial para a nossa felicidade é a nossa condição íntima: e desta somos nós os amos.
                                                                   A Filosofia e seu objetivo - fragmentos de Epicuro

ALIENAÇÃO CONSUMISTA-

Vivemos numa sociedade influenciada pelo capitalismo. E nos são lançados continuamente diversos meios que nos levam ao consumismo seja por comerciais, outdoors, novelas, filmes, radio, internet e outros meios de comunicação.

Mas o que nos leva a consumir tanto, por que nos jovens visamos tanto possuir objetos de "marca"?

O ser humano necessita consumir, mas quando este consumir passa de uma necessidade de sobrevivência para um vicio, se torna um perigo.

Três etapas podem explicar claramente o porquê de consumirmos tanto, mesmo sem termos meios para quitar as dividas geradas desta pratica:

1º etapa - O NARCISCISMO: Nos jovens anseiamos a beleza, este ser belo (ou pelo que se entende para ser belo), tende ser alcançado com o possuir de roupas, celulares e sapatos feitos por indústrias de renome, dados como estilosos e da "moda".
2º etapa - ORGULHO: O ser humano por natureza necessita chamar atenção, ser notado, observado, "invejado". E muitos se prestam a papéis ridículos para o alcançar de tal objetivo. Este anseio de atenção presente nos jovens é devido a este não aceitar passar despercebido assim querendo se destacar em meios as vezes extravagantes.
3º etapa - SENSUALISMO: ou erotismo, este pode ser entendido como a dicotomia sexual homem e mulher.
 O ser belo para chamar atenção, normalmente do sexo oposto.

O consumir é algo prazeroso, para ambos os sexos, mas se não controlado pode trazer serias dores de cabaça. Numa adaptação pessoal das ideias de Karl Marx, saliento que devemos primeiramente pagar as dividas, honrando com nossos compromissos; compra o necessário para nosso sustento; separar 30% do salário como reserva para se precaver contra algum imprevisto e por fim gastar com o lazer.
Se sabermos utilizar o dinheiro com inteligência e não por impulso, quebrando com estes capitalistas que tudo que querem é vender seus produtos retirando todo nosso dinheiro, passarmos a comprar pela qualidade e não pela "marca"; só assim teremos o fim deste neoliberalismo capitalista que consome nosso salário muito antes de recebermos...
                                                                                                       j.leonardo

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O PRINCIPIO DA ALTERIDADE-

"Ou aprendemos a viver como irmãos ou vamos morrer como idiotas"- Martin Luther King.


Vivemos em tempos de barbárie, onde a violência reina no mundo, onde as pessoas só se preocupam consigo mesmo, mas de um bilhão de pessoas vivem com menos de um dólar por dia, todos os anos morrem onze milhões de crianças devido a doenças por falta de saneamento básico, todos os dias a AIDS mata 6000 pessoas e infecta mais 8200, a cada 30 segundos uma criança africana morre devido a malária, a cada minuto uma mulher morre no parto ou durante a gravidez, a cada 3,6 segundos uma pessoa morre de fome no mundo. e outras estatísticas que para poucos fazem diferença. pois se não são com eles para que ligar.
Tantas guerras motivadas pelas crenças religiosas, por dinheiro, por preconceitos sem sentido. Visto que todos temos direitos de ser livres.
E cada a alteridade, cade a justiça, cade o amor ao próximo?

Venho trazer algo que não é novo, mas vem sendo esquecido pela grande parte das população: o principio da alteridade. O antónimo de identidade, o se colocar no lugar do outro, o respeitar as diferenças. O principio da alteridade não se aplica só entre indivíduos, mas entre grupos culturais, religiosos e científicos.
Praticar a alteridade é exercer a cidadania, ser capaz de aprender com o outro.

Olhe para os dedos de sua mão, todos diferentes. E por ser assim ficam harmoniosos quando visto em conjunto. Agora imagine se todos fossem iguais. Como seria?
A sociedade é como os dedos de sua mão, todos diferentes; seja numa nação, na cultura, na religião ou na própria vida. E por sermos assim, tão diferentes, somos capazes de conviver juntos, de se relacionar... Que bom que seja assim!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

RENASCIMENTO- século XV e XVI

 O desenvolvimento da cultura e da vida urbana e os avanços tecnológicos abriram novos horizontes para  os países europeus.


[renascimento01.jpg]A invenção e difusão da imprensa, o descobrimento e as viagens de exploração, o amadurecimento das línguas vulgares e a reforma protestante foram fatores que abriram a visão medieval e contribuiram para o surgimento de um novo período.

A super valorização do homem (antropocentrismo- homem no centro do universo)  em oposição ao teocentrismo medieval (Deus no centro do universo) e ao misticismo, a valorização do conhecimento e do mundo, e o grande interesse do homem pelos assuntos da antiguidade clássica. São as caracteristicas que representam as maiores caracteristicas  do renascimento.

Ocorreram nesse período muitos progressos e incontáveis realizações no campo das artes, da literatura e das ciências, que superam a herança clássica.

O renascimento é uma verdadeira revolução cultural, que corresponde a transcição da época medieval ao mundo moderno.

A denominação renascimento é decorrencia da preocupação dos homens que viveram esse momento histórico em se inspirarem nos valores e ideais clássicos (greco-romano) em oposição aos valores medievais que desprezavam.

Esse período também ficou conhecido como como Classicismo, onde os artistas não se contentavam em observar a natureza mas buscava estuda-la e imita-la. Os escritores introduziam em suas obras temas pagões, representar o ideal do amor platónico, um culto a beleza, e a exaltação do antropocentrismo.

O poeta que melhor traduziu os anseios do homem português renascentista foi Luis de camões.

Nesse periodo surgiu os filósofos: Nicolau de Cusa, Erasmo, Maquiavel, Thomas More, Paracelso,  Francis Bacon, Galileu Galilei, Isaac Newton, Giambattista Vico, William Shakespeare, Leonardo da Vinci,  Michelangelo Buonarroti, entre outros...

O QUE É ÉTICA? PARA QUE SERVE? QUAL SUA FUNÇÃO?


      Muito se fala sobre ética. Mas, como dizia Álvaro Valls: "A ética é uma daquelas coisas que todo mundo sabe o que são, mas que não são faceis de explicar quando alguem pergunta".

Vários pensadores em diversas épocas abordaram especificamente assuntos sobre a ética: Os pré-socráticos, Aristóteles, os Estóicos, os pensadores cristãos (Patrísticos, escolásticos, e nominalista), Kant, Espinoza, Nietzche, Paul Tilich etc.

A ética tem origem do grego "ETHOS" e moral do latim "MORALES", etimologicamente falando ética e moral são sinonimas, pois ambas possuem o mesmo significado: conduta humana ou relativo dos costumes.   

Mas muitos a diferenciam em varios aspectos:
1. Ética é principio, moral são aspectos de condutas especificas;
2. Ética é permanente, moral é temporal;
3. Ética é universal, moral é cultural;
4. Ética é regra, moral é conduta da regra;
5. Ética é teoria, moral é pratica;

O conceito de ética é também algo relacionado ao sentimento dos povos, o seu modo de viver e do seus costumes, e tem naturalmente evoluído no seu conteúdo, como evoluem esses costumes ao longo do tempo e da historia.

A ética em Aristóteles pode ser definida como a busca da felicidade dentro do âmbito do ser humano se este homem se esforçar a atingir sua excelência, isto é, se tornar uma pessoa virtuosa. A felicidade para Aristóteles é sucesso em tudo que o homem pretende obter ou fazer.

Em suma, ética são valores, "normas de conduta" que o individuo adquire para si, segundo o que este entende de bem ou mal, de certo ou errado. A moral é a conduta da ética, é pratica-lá, é manifestar a ética em grupo, demonstrar tal valores. tudo com um fim: SER VIRTUOSO.
                                                                                                         j.leonardo

domingo, 14 de novembro de 2010

TROVADORISMO- século XVII ao século XV

A queda do Império Romano e as invasões dos povos bárbaros ocasionaram o surgimento de uma nova época: denominada Idade Média. Este período se inicia com o avanço do cristianismo e é consequencia da desegregação do povo, que correram para o campo, com o objetivo de fugir dos bárbaros (todos que não respeitavam a cultura greco-romana).

Nesse período há uma grande preocupação com os ideais gregos e judaicos em relação ao novo testamento, surge a literatura cortesã e as novelas de cavalaria. Esse período ficou denominado como trovadorismo (1198-1434).

o saber era restrito aos mosteiros (à igreja), pois tanto a nobreza, que se encontravam constantemente em lutas, como o povo permaneciam na ignorância.

Nesse periodo reinava a ideia de que no centro do universo  se encontrava deus (teocentrismo), lendas de monstros marinhos, mitos da terra ser plana e o nosso planeta ser apoiado nas costas de elefantes.
O trovadorismo foi o primeiro movimento literário no Ocidente. Seus poemas eram acompanhados com instrumentos (estas denominadas cantigas).

As cantigas eram criadas por trovadores, retratavam os sentimentos entre guerreiros e nobreza- amor platónico (cantigas de amor) os sentimento de uma jovem camponesa em relação ao seu amante distante- comumente viajado para uma guerra (cantigas de amigo), criticas indiretas sem identificação (cantigas escárnio) e críticas diretas com identificação (cantigas de maldizer).

Nesse período surgiu filósofos como: Santo Agostinho, João Pilopono, Santo Anselmo, Pedro Abelardo, Thomas de Aquino, Alberto magno, William de Ockhan... entre outros....

Você já deve ter feito a famosa pergunta: Por que estudar isso?
Realmente, se não conseguimos encontrar a mínima relação com o presente, não há nenhum sentido para tal estudo.

Mas, se olharmos atentamente para as caracteristicas da cultura trovadoresca verificamos que essa tradição não morreu, apesar de ter sofrido inúmeras transformações ao longo do tempo. Mesmo no Brasil que não viveu nesse período traz consigo marca do pensamento medieval. Deixarei para vocês comentarem quais são essas marcas...
                                                                                            j.Leonardo

ANTIGUIDADE CLÁSSICA (grécia/roma)- século V a.C ao século V d.C



A civilização grega, devido a sua concepção de mundo, sua organização social e sua contribuição artística, constitui um dos grandes tesouros da história universal. Essa extraordinária civilização se desenvolveu entre o século VIII e II a.C.

Esta civilização era organizada em cidades-estado que possuíam seu próprio governo e leis. A Grécia desenvolveu uma cultura centrada no homem, na razão, na beleza e na justiça, marcada pela mitologia e por um profundo sentimento religioso.

A literatura clássica engloba toda criação greco-romana entre o século V a.C ao século V d.C. O assombro e a curiosidade com que os gregos contemplavam a natureza está presente nas primeiras manifestações literarias gregas que buscavam explicar o mundo por meio de mitos e lendas. Nessa cultura surgiu os três maiores filósofos do mundo antigo: Socrátes, Platão e Aristóteles.
   
Nesse período surgiram os filósofos: Euclides, Pirro de Élis, Epicuro, Arquimendes, Erastostenes, plotino, Epiteto, ptolomeu, Cícero, sêneca, Marco Aurélio, Boécio... entre outos.....                                       
                                                                                                                  j.leonardo